"Soy Cuba" e a verdadeira queda de Fidel









Fidel Castro enfim renunciou ao poder em Cuba. Adeus, portanto, aos intermináveis discursos que ele fazia e que chegavam a durar mais de onze horas. Enquanto os exilados cubanos em Miami comemoram, creio que é a ocasião de relembrar o antológico tombaço que o ex-ditador da ilha levou após um de seus verborrágicos discursos.

Minha memorabilia pop lembrará de Fidel como o simpático tiozinho que fez questão de dar as medalhas de ouro a Hortência e Paula quando elas lideraram a vitória da Seleção feminina de basquete nos Jogos Pan-Americanos em 1991. Não seria tão condescendente se fosse fazer aqui uma análise do saldo da Revolução Cubana desde a derrubada de Fulgencio Batista do poder. Entre a falta de liberdade e os avanços inegáveis na saúde e educação, haveria muito o que discutir. Deixemos, pois, que a História o julgue. Por aqui, me atenho a relembrar um dos fantásticos planos-seqüência de Soy Cuba, fantástico filme de Mikhail Kalatozov originalmente produzido para divulgar mundo afora a Revolução Cubana, e que lamentavelmente não fez muito sucesso na época de seu lançamento. Felizmente esta produção foi resgatada do limbo pela dupla Martin Scorsese e Francis Ford Coppola, que coordenou a restauração deste longa nos anos 90. Confiram o mesmerizante plano-seqüência do hotel, um verdadeiro prodígio técnico para um filme realizado em 1964.

Em 2005 o cineasta brasileiro Vicente Ferraz dirigiu um documentário sobre a obra de Kalatozov, intitulado Soy Cuba, o Mamute Siberiano. Vasculhe as prateleiras de sua locadora: valerá a pena.

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